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O Livro que eu li
Título:
RAPAZ DO RIO
Autor: Tim Bowoler
Com este livro ganhou o prémio “Carnegie
Medal em 1998“
É uma história de aventura.
Trata-se de uma menina, chamada Jess, que gostava de nadar e nadava 6
horas seguidas por dia. O seu avô ia visitá-la todos os dias.
Certo dia a menina percebeu que o avô não estava bem. A certa altura,
este pôs a mão sobre o coração e caiu dentro de água. Em desespero, a
menina chamou o 112 que veio logo de seguida. Daí a umas horas, o avô
acordou no hospital com problemas no coração.
Jess foi visitá-lo e reparou que ele já não era o mesmo dantes, estava
abatido. Isto aconteceu um dia entes de irem de férias. O avô, nessa
mesma noite, veio para Cãs e decidiu ir também de férias com eles.
Um dia, já de férias, Jess apercebeu-se que no rio estava um rapaz e
começou a entender a história do livro, o motivo pelo qual o quadro se
chamava “Rapaz do rio”.
Jess decidiu aproximar-se do rapaz. Começaram a conversar. O rapaz
aconselhou-a a ajudar o avô a pintar mais quadros. Jess seguiu o
conselho do rapaz e ajudou o avô que, desta forma, até parecia que
estava melhor.
A certa altura, durante o almoço, o avô sentiu-se mal de novo e tiveram
que levá-lo para o hospital. Jess não foi porque tinha ido nadar. Quando
regressou não encontrou ninguém em casa. Foi a correr de imediato para o
hospital. Quando lá chegou, ficou estupefacta. O avô já tinha morrido. A
tristeza invadiu o seu coração e, embora com muita dificuldade, aceitou
o facto.
O livro está bem escrito, porque a história tem um aspecto que eu
considero importante: o problema da morte dos nossos entes queridos. A
Jess no seu dia-a-dia nem se apercebeu de que o avô estava a ficar velho
e que a todo o momento poderia partir.
Este assunto ainda é considerado tabu na nossa sociedade. Pouco falamos
da morte. Tentamos escondê-la. Só que eu penso que está errado. E depois
acontece o que aconteceu à Jess. Somos apanhados de surpresa e quando
damos por isso já é tarde para pensar e reflectir. Por isso o livro foi
para mim como que uma lição de vida. Pois ajudou-me a pensar que todos
nós, sejamos velhos ou novos, a todo o momento poderemos morrer.
Outra coisa que me despertou a atenção foi a ajuda desprendida que o
rapaz deu à Jess. Não esperou nada em troca. Ajudarmos os outros sem
esperar recompensa.
Duarte Alves, (7ºA) |